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Para Ben Lang, fundador da startup Mapme, uma inovadora plataforma de mapas, a inspiração para construir o produto veio quando ele viu um mapa de tech hotspots em Nova Iorque. Ben estava ansioso para mapear lugares semelhantes em Israel – seu país de origem. Ele viu a possibilidade de desenvolver algo que poderia mostrar tudo o que acontece na comunidade de tecnologia local, como informações sobre os investidores, aceleradores, e espaços de co-working, além das próprias startups.

O primeiro mapa de Ben foi o MappedinIsrael – uma substancial lista de startups, centros de P&D e outros hotspots de tecnologia de seu país, classificadas de acordo com sua localização, tipo e etc. Os usuários poderiam clicar nos pontos do mapa para obter mais informações sobre o que cada lugar faz. Grande parte das informações foram colaborativas, ou seja, adicionados pelos próprios visitantes do mapa. Ben incentivou a comunidade a se envolver, adicionar locais e detalhes, criando assim uma plataforma crwodsurcing desde o começo.

“Esse mapa se tornou muito grande em Israel e muitas pessoas começaram a me perguntar se eu poderia ajudá-los a criar mapas semelhantes”, lembra Ben. “Foi assim que a empresa começou.”
Ben se refere a Mapme como uma “plataforma para construir mapas sofisticados”. “Chamamos de mapas inteligentes”, diz ele. Ben contou que o produto foi construído utilziando uma API do Google Maps e permite que você faça muito mais com o Google Maps do que você normalmente pode fazer direto nele.

Veja abaixo um exemplo do Mapme funcionando:


Mapeando aulas de Yoga

O trabalho como Mapme começou oficialmente cerca de um ano e meio atrás, quando Ben e dois outros membros de sua equipe começaram a levar a plataforma a sério. Na fase beta a equipe se concentrou em setores como mapas de locais de ioga e startups de impressão 3D por exemplo. No início algumas pessoas foram convidadas a utilizar a testar a ferramenta e adicionar suas localizações. Rapidamente já tinham mais de 300 ecossistemas mapeados e então o Mapme abriu sua plataforma ao público.

Agora, qualquer um pode acessar o site e criar seu próprio mapa. Ben diz que é um “processo muito rápido”, mas também conta que agora estão focando em trabalhar principalmente com empresas, desde startups até grandes organizações, governos e organizações sem fins lucrativos.

Todas as informações atualmente presentes no Mapme são colaborativas. Ben admite que esse tipo de funcionalidade sempre pode trazer riscos, mas que não houve qualquer problema até agora. Além disso, eles estão sempre de olho nos mapas criados e podem não aceitar conteúdo abusivo. Os criadores de mapas também podem aprovar ou não conteúdo inserido por terceiros em seus mapas dentro do Mapme.

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A startup já levantou US$ 1 milhão em investimento até agora. A plataforma já funciona tanto em ambiente web quanto mobile e não tem um aplicativo próprio já que o foco é B2B.
Mas porque o Mapme é está focando em empresas e grande organizações? Ben diz que a ferramente pode ser muito útil para as organizações traçarem o que está acontecendo em seus ecossistemas.

Eventualmente as empresas querem ser vistas como uma fonte de informação, e o Mapme pode ser a plataforma para mostrar certos dados de maneira diferenciada. Ele também pode ser usado em artigos. Por exemplo, um artigo publicado recentemente sobre os sete mais bonitos escritórios em Israel tinha um mapa com a localização desses escritórios e suas fotos, com uma interface visual totalmente amigável e interativa.

“A razão pela qual crescemos é que o Mapme é muito simples e rápido de usar, não há nenhuma codificação envolvida. Se você tem os recursos para usar o Google Maps API como Airbnb, Foursquare, e etc, isso é ótimo. Nós estamos focando nas outras 99% organizações, governos e desenvolvedores que não têm os recursos para fazer isso “, explica Ben.

Foco na organização da informação

Atualmente o Mapme já está presente em mais de 50 países com mais de 4 mil mapas criados ao redor do mundo. Ben diz que eles já estão trabalhando com organizações como o Ministério da Cultura da Inglaterra, o Ministério dos Transportes da Jamaica, o Ministério das Finanças do Chile, entre outros.

Atualmente o uso do Mappeme é totalmente gratuito, mas Ben diz que a monetização virá numa fase posterior. Isso poderia se dar por exemplo através de anúncios em destaque, ou pins que se destacam no mapa. Poderia ser também via funcionalidades pagas ou mesmo a remoção da marca Mapme no próprio mapa.

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A maioria dos usuários vem através do boca-a-boca. As pessoas que criam mapas e incorporam em seus sites ou compartilham nas redes sociais. Para os próximos anos, Ben diz querer ajudar a conectar todos os mapas que serão criados, e mostrar mapas relacionados.

“Há muita informação precisando ser mapeada no mundo, especialmente quando se trata de coisas de grandes organizações, governos e organizações sem fins lucrativos. Nós estamos trabalhando para melhorar isso”, explica Ben. “Queremos que o Mapme seja um lugar onde as pessoas vêm e procurar essa informação.”

Ben está confiante de que o Mapme será capaz de diferenciar-se do Google Maps, que também oferece informações sobre as empresas, monumentos e locais de interesse. “Há espaço para mais de um player”, ele afirma. “Eles estão de olho nos consumidores finais, enquanto nós estamos focando mais em empresas, dando apoio e trabalhando de perto com eles.”